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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Visto de Cima: Terraços de Agricultura

Mäyjo, 28.02.15

Terraços de Agricultura (Terraced Agriculture)

 

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Lanzhou, China

36.002645285°, 103.552504602°

 

Socalcos cobertos de neve, remoinhando nas montanhas, nos arredores de Lanzhou, na China.

Os socalcos são construidos em terrenos íngremes para permitir o cultivo de culturas que exigem irrigação (como o arroz), a estrutura dos terraços diminui a erosão e escoamento superficial.

 

 

Banana orgânica produzida no Peru conquista o mercado da União Europeia

Mäyjo, 28.02.15

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"Considero que os produtores de banana orgânica no Peru são uns dos que conseguiram alcançar maior sucesso dentro do Programa Europeu Euro Eco Trade, mais precisamente através do Projecto Probanano que é da responsabilidade da ONG Oikos", foram palavras ditas por Irene Horejs.


A embaixadora da União Europeia no Peru reconheceu a qualidade da banana orgânica considerando-a um produto de sucesso e revelou que a exportação de bananas peruanas para o mercado europeu tem vindo a crescer de uma forma significativa. Reconhece também que o aumento das exportações só se tem vindo a verificar devido ao trabalho realizado por cerca de 6 mil produtores de banana orgânica na vila Valle del Chira, na província de Sullana, no Peru.

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Isto é motivo de grande orgulho para a Oikos, que desde 2010 trabalha no apoio à produção e comercialização de banana orgânica no Peru. Este projeto em concreto – Probanano -, financiado pela União Europeia, propõe-se a melhorar a qualidade de vida e reduzir a pobreza dos produtores, trabalhadores e comunidades da região de Piura através do desenvolvimento sustentável do sector bananeiro. Tem-se vindo a ampliar a escala de produção de banana e aumentar a cadeia de valor permitindo o acesso ao mercado nacional e internacional, o que proporciona um aumento de rendimentos e uma maior estabilidade para milhares de famílias de produtores.

A embaixadora Irene Horejs assinalou ainda que a banana orgânica peruana cumpre todos os standards ambientais, sociais e laborais que o mercado estrangeiro solicita. Acrescentou que é importante um programa que respeite as questões ambientais e que esse trabalho está a ser concretizado neste projeto. "Estamos a trabalhar com os produtores orgânicos para um melhor uso da água, do solo e do tratamento dos resíduos sólidos, e os resultados estão no processo de produção das bananas".

Também Willy Paredes, coordenador deste projeto da Oikos no Peru, observou que "os principais apoios da União Europeia para as exportações agrícolas peruanas são o Tratado do Comércio, o Programa Euro Eco Trade e o Projecto Probanano. A produção e exportação de bananas orgânicas estão a melhorar a vida de 11.000 famílias, produtores, funcionários e pessoas ligadas ao ramo".

Estas declarações foram feitas durante uma visita de cortesia ao Presidente Regional, Reynaldo Hilbck Guzmán, que não deixou de referir a possibilidade de se concretizarem parcerias público-privadas para, por exemplo, reutilização de águas residuais e fortalecimento de relações com outros países que tem vindo a resultar em cadeias de produção de banana, cacau e outros. 

Na imprensa peruana as notícias surgiram na televisão, em vários jornais e sites de referências. Consulte aqui

 

Fonte: http://newsletter.oikos.pt/v/5Le36bGe1P2e19-3-b7bb3

 

UMA CIDADE-OÁSIS NO MEIO DO DESERTO MAIS SECO DO MUNDO

Mäyjo, 28.02.15

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O ajuntamento tropical de Huachachina, no Peru, encontra-se rodeado pelo mais seco deserto do mundo, Atacama, um dos mais inabitáveis locais do Planeta. A vila tem 96 habitantes, hotéis rústicos, lojas e até uma livraria – a natureza inclui um lago e várias palmeiras. Tudo rodeado de areia até perder de vista.

O lago foi formado de forma natural – ainda que existam lendas míticas ligadas a ele – e é uma das mais incríveis paisagens que os turistas verão em várias centenas de quilómetros.

Segundo o Daily, Mail, Huachachina é habitada por descendentes dos Incas que estão, sobretudo, ligados ao sector do turismo, e situa-se a quatro quilómetros da cidade colonial de Ica, que tem 250 mil habitantes.

A aldeia tornou-se popular nos anos 40, altura em que era visitada pelos peruanos mais ricos. O local já foi considerado património nacional da cultura peruana. Para quando a designação de Património da Humanidade?

 

Um oásis peruano

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AMESTERDÃO VAI CONSTRUIR ESTACIONAMENTO PARA BICICLETAS DEBAIXO DE ÁGUA

Mäyjo, 27.02.15

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É oficial: Amesterdão, a Meca da mobilidade sustentável, ficou sem espaços para estacionar bicicletas. Não é um dos mais “normais” problemas para uma cidade dos nossos tempos mas, no caso da maior cidade holandesa, é um desafio de muitos anos: há demasiadas bicicletas nas ruas e estradas e encontrar um local para as deixar, sobretudo à noite, é quase impossível.

Para contornar a situação, a cidade anunciou que vai escavar um espaço com capacidade para 7.000 bicicletas debaixo do Ij, uma antiga baía e actual lago.

O lago forma uma espécie de fosso à volta da Estação Central da cidade – a principal e mais movimentada da cidade – e o novo parque será acessível através de um túnel que liga o sistema de metro da cidade.

Até 2030, Amesterdão estima que precise de 21.500 novos lugares de estacionamento para bicicletas, pelo que vai também criar duas ilhas flutuantes com espaço para 2.000 bicicletas cada.

Cerca de 57% dos residentes de Amesterdão utilizam a bicicleta todos os dias – 43% deles no caminho entre casa e o trabalho. A cidade é praticamente plana, compacta e existem caminhos exclusivos para bicicletas, pelo que a bicicleta é o melhor meio de transporte – até porque há vários locais onde os carros estão impossibilitados de passar, devido aos canais.

Ainda que as zonas mais afastadas do centro tenham espaço para abrigar as bicicletas, o inverso acontece na zona histórica, habitualmente congestionada por bicicletas em cima de bicicletas. Em 2013, a cidade mandou retirar 73.000 bicicletas das ruas. E as bicicletas em segunda mão são tão baratas que, para muitos, é preferível deixá-las abandonadas ou retiradas do que pagar as multas.

Como explica o CityLab, numa cidade como Amesterdão a melhor solução é construir debaixo e sobre a água. Quando terminado, o novo edifício será uma obra interessante de arquitectura e engenharia. Dentro de 15 anos, ele albergará milhares de bicicletas.

Foto: Jos Dielis / Creative Commons

POR QUE RAZÃO ESTÁ PARIS TÃO POLUÍDA?

Mäyjo, 27.02.15

Por que razão está Paris tão poluída? (com FOTOS)

Em março do ano passado, os parisienses experienciaram momentos que já não viviam há várias décadas, todos eles com um objetivo muito específico: combater a poluição. Assim, os transportes públicos ficaram gratuitos durante três dias, e os carros apenas puderam transitar dia sim dia não, consoante as respetivas matrículas.

Depois que o ar se tornou mais respirável, os jornais falaram de uma velha polémica para justificar a poluição de Paris – os subsídios ao diesel. Segundo o Le Monde, esta poluição é “reflexo de 20 anos de inércia da França, que recai sobre todos… e do lobby da indústria automotora, que abrange condutores, sistema operacional, fabricantes de veículos movidos a diesel, que têm sufocado o debate sobre a legislação”.

De acordo com o jornal francês, Paris é mais propensa à poluição do que outras capitais europeias por causa dos subsídios ao diesel, que produz sete vezes mais poluentes nocivos à saúde do que a gasolina.

A história de amor da França com o diesel vem de longa data. Uma reportagem do site Huffington Post explica que ela data das políticas de estímulo económico rural do pós-guerra, implementadas pelos Governos de então.

As medidas procuravam incentivar a recuperação do campo (cerca de metade da população francesa vivia nas zonas rurais, naquela época), tornando o diesel para máquinas agrícolas e camiões mais barato. Impostos e taxas sobre combustível foram reduzidos e continuam a ser facilitados ainda hoje. Para se ter uma ideia, a redução de impostos sobre o diesel custou à economia francesa quase €8 mil milhões em 2011 (cerca de R$ 26 mil milhões).

Em 2011, os carros a diesel representaram 70% das vendas de automóveis em França. Numa cidade onde 60% da frota de carro é movida a este combustível, não é de causar surpresa o quadro explosivo que resulta da combinação entre as emissões locais do transporte e um clima que impede – ou impediu – a dissipação de poluentes.

Depois de uma semana de dias de sol e noites frias, muito do ar da França – e não apenas de Paris – tornou-se numa espécie de sopa tóxica. A mudança brusca de temperatura exacerbou o problema, criando uma bolha que impede que o ar poluído seja dissipado. E a causa de tudo, aparentemente, vem de trás – muito de trás.

 

A poluição em Paris

 

Fotos:  R. d. D. r /  austinevan /  Payton Chung /  Voyages etc.. /  dbakr / alainalele /  couscouschocolat /  dominique . B /  (vincent desjardins) /  strelitzia — /  dbakr /  Spixey (still not really getting the new format) /  Damouns /  kevin dooley /  austinevan / Creative Commons